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O XI Colóquio Internacional A Casa Senhorial. Anatomia dos Interiores será subordinado ao tema Realidades e Materialidades: habitar, recuperar e musealizar. Concebido como espaço de reflexão científica e de debate interdisciplinar, o projeto de A Casa Senhorial pretende continuar a aprofundar o conhecimento sobre um vasto e heterogéneo conjunto de edifícios residenciais de aparato construídos, ornamentados, mobilados, habitados e transmitidos por sucessivas gerações de elites senhoriais, das famílias nobiliárquicas às elites burguesas.

 

As abordagens propostas exigem assim o cruzamento das fontes documentais e iconográficas com a leitura dos elementos materiais e espaciais, com o propósito de compreender a casa senhorial como um sistema articulado de agentes promotores, estruturas materiais, programas distributivos, nomenclaturas funcionais e funções simbólicas, ornamentação fixa, equipamento móvel, práticas de habitar, vivências e rituais. É a partir desta perspetiva integrada que o colóquio procura analisar as continuidades e as ruturas, as apropriações e as reconfigurações que marcaram a longa duração destes espaços residenciais disseminados tanto em contextos urbanos, como espaços rurais. A sua relevância histórica e artística tem motivado processos crescentes de valorização cultural, recuperação material e proteção patrimonial, e, em muitos casos, de adaptação museológica, conferindo renovada atualidade ao estudo crítico das suas materialidades e realidades, todas elas longas e muito diferenciadas.

 

Dando prosseguimento ao trabalho iniciado por uma rede internacional de cooperação científica, consolidada e afirmada como fórum de referência para o estudo do espaço de morada das elites nos territórios português, brasileiro e goês, o XI Colóquio Internacional propõe desenvolver uma leitura crítica da casa senhorial enquanto objeto complexo de investigação histórica, artística, arquitetónica, social e patrimonial. Ao reunir académicos, investigadores, profissionais e especialistas de diferentes áreas disciplinares, o próximo encontro pretende explorar os conceitos de habitar, recuperar e musealizar como categorias interdependentes, ainda que interligadas e sujeitas aos principais eixos temáticos sobre os quais assenta o ambicioso projeto.

 

Neste horizonte, o Colóquio Internacional A Casa Senhorial. Anatomia dos Interiores. Realidades e Materialidades: habitar, recuperar e musealizar organiza-se em torno de quatro linhas temáticas que estruturam toda a metodologia de trabalho científico e permitem articular, de forma coerente e atual, as múltiplas dimensões da casa senhorial:

 

I — Mecenas e artistas. Vivências e rituais;

 

II — Identificação das estruturas e dos programas distributivos e estudo aprofundado das nomenclaturas funcionais e simbólicas de cada espaço;

 

III — Estudo da ornamentação fixa — tetos, azulejaria, talha, pintura, estuques, têxteis, pavimentos, chaminés, janelas e portas, mobiliário integrado;

 

IV — O equipamento móvel nas suas funções específicas.

 

Neste sentido, a articulação entre as fontes documentais e elementos materiais e os processos de transformações materiais e funcionais revela-se essencial para compreender os impactos das sucessivas adaptações, reutilizações e intervenções na integridade arquitetónica, ornamental, simbólica e museológica das casas senhoriais. Mais do que assegurar a sua conservação física, importa preservar a inteligibilidade histórica dos espaços, das ambiências e dos usos pretéritos, garantindo que as exigências contemporâneas de recuperação, musealização e fruição pública não comprometam o conhecimento crítico da sua memória material e vivencial.

 

No contexto em que o património habitacional histórico é crescentemente convocado para responder a novas funções utilitárias, exigências de sustentabilidade, modelos de fruição cultural e processos de musealização, impõe-se revisitar criticamente os conceitos de antiguidade, originalidade, autenticidade, permanência, transformação e legibilidade histórica. Tal reflexão permite sustentar práticas de preservação da memória, compreensão dos programas distributivos, recuperação material, reconstituição de ambientes, dimensão vivencial, restituição de coleções e construção de discursos interpretativos, afirmando a casa senhorial enquanto modelo de representação, distinção, transmissão e paradigma privilegiado para o qual convergem investigação científica, intervenção patrimonial e comunicação pública.

A Conferência
Sobre

I. Chamada de Comunicações

Convidam-se investigadores, docentes, estudantes de mestrado e doutoramento, historiadores da arte, historiadores, arquitetos, profissionais de museus, conservadores-restauradores, especialistas em património e demais estudiosos a submeter propostas de comunicação ao XI Colóquio Internacional A Casa Senhorial. Anatomia dos Interiores, na edição de 2027 subordinada ao tema Realidades e Materialidades: habitar, recuperar e musealizar e que terá lugar no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, entre 31 de maio e 5 de junho de 2027.

 

As propostas deverão enquadrar-se nas linhas temáticas do colóquio e privilegiar abordagens críticas, interdisciplinares e comparativas sobre a casa senhorial enquanto objeto histórico, artístico, arquitetónico, social, material, simbólico e patrimonial.

Serão particularmente valorizados estudos que articulem fontes documentais, iconográficas e materiais; análises sobre programas distributivos, nomenclaturas funcionais e simbólicas; investigações sobre ornamentação fixa e equipamento móvel; leituras sobre práticas de habitar, vivências, rituais, processos de recuperação, conservação, reconstituição de ambientes, restituição de coleções, musealização e interpretação pública destes espaços residenciais.

 

Cada proposta deverá incluir um resumo desenvolvido com extensão compreendida entre as 500 e as 600 palavras.

O texto deverá apresentar, de forma clara e estruturada, o objeto de estudo, o enquadramento historiográfico e patrimonial, os objetivos da investigação, as fontes e metodologias utilizadas, bem como os principais argumentos, resultados esperados ou contributos científicos da comunicação.

O resumo expandido deverá ainda evidenciar a pertinência da proposta face ao tema geral do colóquio e à respetiva linha temática de submissão:

 

I — Mecenas e artistas. Vivências e rituais;

 

II — Identificação das estruturas e dos programas distributivos e estudo aprofundado das nomenclaturas funcionais e simbólicas de cada espaço;

 

III — Estudo da ornamentação fixa — tetos, azulejaria, talha, pintura, estuques, têxteis, pavimentos, chaminés, janelas e portas, mobiliário integrado;

 

IV — O equipamento móvel nas suas funções específicas.

 

 

As propostas deverão ser acompanhadas de cinco palavras-chave que permitam identificar os principais conceitos, objetos, cronologias, geografias ou problemáticas abordadas. Deverão igualmente incluir cinco referências bibliográficas de referência, selecionadas de acordo com a relevância científica para o tema proposto. A bibliografia indicada deverá demonstrar o enquadramento crítico da investigação e a sua articulação com os estudos sobre casas senhoriais, interiores históricos, cultura material, património, conservação, museologia ou áreas disciplinares afins.

 

A avaliação das propostas será realizada pela Comissão Científica, tendo em consideração a originalidade do tema, a clareza dos objetivos, a consistência metodológica, a adequação às linhas temáticas do colóquio, a relevância das fontes utilizadas e o contributo da investigação para o conhecimento, preservação, recuperação e musealização da casa senhorial. As comunicações aceites integrarão o programa científico do colóquio, podendo vir a ser consideradas para publicação posterior, de acordo com critérios editoriais a definir.

 

Elementos obrigatórios da proposta a submeter:

  • Título da comunicação;

  • Nome do autor ou autores, filiação institucional, endereço eletrónico e breve nota curricular (com uma extensão máxima de 200 palavras por autor);

  • Indicação da linha temática em que a proposta se insere (I, II III e IV);

  • Resumo expandido (com uma extensão máxima de 500/600 palavras);

  • Cinco palavras-chave;

  • Cinco referências bibliográficas de referência.

  

Estrutura recomendada para o resumo expandido:

  • Enquadramento do tema e problema de investigação;

  • Objetivos principais da comunicação;

  • Fontes, corpus documental, material ou iconográfico e metodologia de análise;

  • Argumentos centrais, resultados preliminares ou contributos esperados;

  • Considerações finais.

Sobre

II. Cronograma

Submissão de propostas
1 setembro – 30 novembro 2026
Divulgação dos resultados
16 dezembro 2026
Inscrição
1 março – 1 maio 2027
Realização do Congresso
31 maio – 5 junho 2027

COMISSÃO CIENTÍFICA ORGANIZADORA

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Ana Pessoa

Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Fundação Casa de Rui Barbosa | Ministério da Cultura do Brasil

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Helder Carita

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa

Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa

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Milton Dias Pacheco

Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de São Miguel do Castelo Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. – Ministério da Cultura, Juventude e Desporto

CHAM – Centro de Humanidades da Universidade NOVA de Lisboa e Universidade dos Açores

Sociedade Portuguesa de Estudos da História da Construção

ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

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Paço dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães e Igreja de São Miguel do Castelo

​Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. | Ministério da Cultura, Juventude e Desporto

2 - Instituto de HIstória da Arte.jpg

Instituto de História da Arte

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (Colégio Almada Negreiros)

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Fundação Casa de Rui Barbosa

Ministério da Cultura do Brasil

Inscrição

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